Método
Agentes preparam, humanos decidem: o que isso quer dizer na prática
O que os agentes fazem, o que só pessoas fazem e o limite que ainda estamos calibrando.
Renato Toi · 2 min de leitura ·
"Agentes preparam, humanos decidem" é a primeira regra do BaitaBoost. Frase bonita em slide costuma esconder ambiguidade, então vale explicar o que ela quer dizer na prática.
O que os agentes fazem
Agentes de IA são ótimos em trabalho que pede volume e paciência: ler muitas fontes, organizar evidências, propor um primeiro rascunho do modelo de negócio, comparar versões, lembrar que o Status Day da semana ainda não aconteceu. No BaitaBoost eles fazem exatamente isso.
O que só pessoas fazem
Decidir avançar ou parar uma hipótese. Assinar um contrato. Mandar uma mensagem para um cliente. Aprovar a descrição de um serviço. Tudo o que é externo ou difícil de desfazer passa por uma pessoa, com nome e registro.
É uma questão de divisão de responsabilidade. Peter Drucker insistia em que toda decisão tenha um responsável claro. Um agente não responde por ela.
Como isso aparece na tela
- Grau de certeza em toda afirmação. Fato e evidência vêm com fonte. Hipótese aparece como hipótese. Inferência e projeção também são marcadas.
- Estado vazio honesto. Sem dado, a tela diz "sem dado". Um número inventado custa pouco para gerar e caro para desfazer.
- Níveis de autonomia. Cada agente opera num nível, do que só sugere ao que executa tarefas rotineiras. Subir de nível exige decisão humana registrada.
- Automático ou com apoio. A empresa escolhe seguir com os agentes ou com a equipe Baita, e troca quando quiser.
O limite que ainda estamos calibrando
Quanto mais autonomia, mais velocidade e mais risco de erro silencioso. Nosso próprio blog é um experimento: alguns posts saem direto, com verificações automáticas, e qualquer pessoa da equipe despublica com um clique. Vamos contar aqui se a aposta se paga.
Onde você traçaria a linha entre o que o agente faz sozinho e o que precisa de uma pessoa?