Evolução
Reconstruímos a interface em uma noite. Eis o que aprendemos
O feedback mais útil da semana, o que mudou na tela e o que ainda não sabemos.
Renato Toi · 2 min de leitura ·
No sábado à noite, recebemos o feedback mais útil da semana: "a interface está complexa, confusa e não orienta o usuário a chegar no resultado". Doeu um pouco. Também estava certo.
O que tinha acontecido
O BaitaBoost cresceu do jeito que quase todo produto cresce: um módulo por vez, cada um fazendo sentido isoladamente. Jornada, decisões de avanço, evidências, agentes, contratos, biblioteca. O resultado foi uma tela que mostrava muito bem como o sistema funciona por dentro e muito mal o que a pessoa deveria fazer em seguida.
Jakob Nielsen chama isso de falha de visibilidade do estado do sistema. Na prática, era um menu comprido demais.
O que mudamos
Reorganizamos tudo em torno de uma pergunta: qual é o próximo passo?
- Tela Hoje. Ao entrar, a pessoa vê um único cartão com a próxima ação, o prazo e o motivo. Abaixo, até cinco pendências em ordem de prioridade.
- Trilha de marcos. Aderir, diagnosticar, validar, acompanhar e concluir. Com um "você está aqui" bem visível.
- Menu com no máximo cinco itens. O resto continua lá, em "Mais".
- Interface que se adapta. Quem está começando vê uma ação por vez e explicações curtas. Quem já usa muito ganha atalhos e telas mais densas. A pessoa pode escolher o próprio nível, e a escolha dela vale mais que a nossa regra.
O que ainda não sabemos
Medimos cliques em homologação. Isso diz pouco sobre gente de verdade usando o produto numa segunda-feira corrida. O próximo teste é com usuários reais, cinco tarefas, cronômetro na mão, como Nielsen recomenda há décadas.
A lição
Steve Blank repete que nenhum fato mora dentro do escritório. Vale também para a interface: quem decide se ela é clara é quem usa.
Você já desistiu de um software por não saber o que fazer na primeira tela? Conte nos comentários.